terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Romaria da Terra 2009

Publico aqui a matéria que eu fiz na Romaria da Terra 2009, em Marilândia do Sul. Ficou bem legal. Prometo!

As imagens são minhas e do meu amigo Paulo Eleutério, que também é jornalista. A edição é minha.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Azar o meu

Cansado de dividir o computador com o meu irmão, resolvi comprar um só pra mim. Paguei os olhos da cara num PC novinho em folha. Gastei todas a minhas economias, cheques e mais cinco prestações.

Mas agora tenho um computador meu. Só meu.

Essa semana paguei a última prestação. Era só isso o que faltava pra eu poder instalar uma internet mais rápida na máquina antiga e dividir com o meu novo. Agora que acabaram as parcelas. Cinco meses esperando por isso.

Ontem à noite, resolvi tirar o cabo da internet do computador velho e ligar no novo pra testar e ver se funcionava.

Mas foi eu clicar no botão da Internet, meu computador novinho pegeu um super vírus. Nem o Douglas (meu amigo que trabalha com isso) conseguiu tirar. Era um vírus pior que o H1N1.

Resultado: meu computador novinho + supervíruspiorqueoH1N1 = formataçãodecomputadornovinho.

Quase chorei. Morri com menos R$ 50,00. Não sei porquê, mas parece que eu vi meu irmão rindo baixinho ali na sala.

Azar o meu. Só meu.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Onde está o R$ 1,00? (resposta)

Galera, na verdade, este R$ 1,00 não existe. Ele não está sobrando. A pergunta foi feita exatamente para confundir a sua cabeça.

A questão foi feita assim:
Se a conta de cada um ficou em R$ 11,00, a conta total ficou em R$ 33,00. Se a garçonete pegou para ela R$ 2,00, com os R$ 33,00 da conta da total, soma-se R$ 35,00. Pergunta: se nós entregamos R$ 36,00 para a garçonete, e a conta total ficou com R$ 35,00, onde foi parar o R$ 1,00 que está faltando?

A conta total não ficou em R$ 35,00. Ficou em R$ 33,00. E nesses R$ 33,00 já estão inclusos os R$ 2,00 que a garçonete pegou.

Portanto a conta ficaria assim:
R$ 31,00 (conta com o desconto) + R$ 2,00 (gorjeta da garçonete) = R$ 33,00 (conta total)

R$ 33,00 (conta total) + R$ 3,00 (troco) = R$ 36,00 (dinheiro entregue para a garçonete)

Finalmente, chega-se à conclusão que o R$ 1,00 não está em lugar algum. Eu apenas somei duas vezes a gorjeta da garçonete e não inclui na pergunta o troco que já havíamos recebido.

Droga! O técnico da seleção na Copa vai ser mesmo o anão mudo da Branca de Neve!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Onde está o R$ 1,00?

(confesso eu demorei bastante para descobrir onde estava)

Eu e mais dois amigos fomos a uma lanchonete. Comemos e bebemos. No final, pedimos a conta. A garçonete apareceu com o papelzinho e descobrimos que havíamos gastado R$ 12,00 reais cada um. Juntamos o dinheiro e entregamos R$ 36,00 para a moça, que levou ao caixa.

Como somos clientes do local, a gerente resolveu fazer um desconto e mandou a garçonete devolver R$ 5,00. A garçonete pensou assim: "Como eles estão em três, se eu der R$ 5,00, pode dar briga, por isso, vou pegar R$ 2,00 para mim, de gorjeta, e devolvo três, para que eles possam dividir igualmente." E foi exatamente isso o que ela fez.

Portanto, cada um recebeu R$ 1,00 de troco e a conta de cada um de nós ficou em R$ 11,00.

Se a conta de cada um ficou em R$ 11,00, a conta total ficou em R$ 33,00. Se a garçonete pegou para ela R$ 2,00, com os R$ 33,00 da conta da total, soma-se R$ 35,00.

Pergunta: se nós entregamos R$ 36,00 para a garçonete, e a conta total ficou com R$ 35,00, onde foi parar o R$ 1,00 que está faltando?

Quem acertar ganha uma vaguinha na comissão técnica da seleção brasileira de futebol.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Casagrande e suas primorosas opiniões

Há quase dois meses atrás, quando o Palmeiras estava cinco pontos à frente do segundo colocado, o Cleber Machado perguntou para o Casagrande:

- Casagrande, qual o time que pode fazer frente ao Palmeiras daqui para frente?

E ele, no auge de sua prepotência, respondeu:

- Nenhum! Pra mim, o campeonato já está definido!

Há uma três rodadas atrás, quando a liderança do Palmeiras já não existia mais, vem ele de novo e diz que acha pouco provável que o time do Palestra Itália conquiste o título.

O que será que ele dirá na próxima rodada? Com certeza, que o time que vai ganhar o campeonato é o São Paulo, porque "é a equipe mais completa desde o início da competição". E o melhor, que ele já sabia desde o começo que o São Paulo seria o vencedor.

Assim é fácil opinar, né, Casagrande?

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

E na Globo não se falou nada

Eu não gosto de assistir jogo na Band. Realmente, a transmissão da Globo é melhor. Não pelos narradores e comentaristas, mas pela imagem. É só nisso que a Globo é melhor que a Band, porque comentarista por comentarista, são quase todos muito ruins: Casagrande, Falcão, Neto, Godoy, Galvão, Right, Marcilia.

Mas uma coisa eu tenho que ressaltar. Apesar dos comentários totalmente sem nexo e fora de hora do Neto e do Godoy, na Band, eles falam muitas vezes com coragem e sem rabo preso com CBF, o que é o contrário da Globo.

Ontem no jogo entre Palmeiras e Sport, pelo Campeonato Brasileiro, o lance mais polêmioco do jogo foi o segundo gol do time verde, que empatou o jogo no finalzinho.

O maior problema não era se o jogador do Palmeiras estava ou não impedido no lance, até porque as imagens mostraram que realmente não estava. O problema é que todo mundo viu que o árbitro apitou na jogada como que parando o lance. A defesa parou e o goleiro também. O Danilo fez o gol. O juiz validou.

Elmo Alves Resende Cunha, o árbitro da partida

No final do jogo, os únicos que comentaram sobre o apito do juiz foram os comentaristas da Band. Porque a Globo não mencionou sequer uma palavra. Falaram apenas sobre a possibilidade do impedimento. O Renato Marcilia, que elogiou o juiz no jogo todo, é claro que não ia dar o braço a torcer no final. E, é claro, afirmou com todas as letras que o juiz não teve participação alguma no resultado.

Mesmo sem o apitinho do árbitro no lance, talvez o jogador do Palmeiras não errasse o gol. E era difícil errar daquela distância. Mesmo assim, é importante saber que a Globo se omitiu e não pronunciou uma palavra sobre um ato que influenciou no resultado da partida. A Band falou sobre a jogada. A Globo não, é claro.

Ponto pra Band.

domingo, 8 de novembro de 2009

Água de Batata Futebol Clube

Ser torcedor do Santos é muito chato.

O time nunca luta para chegar a algum lugar. É sempre um mero coadjuvante. No começo do ano, chegou à final do Campeonato Paulista e perdeu para o Corinthians. Depois de vitórias heróicas contra o Palmeiras, o time se acomodou e perdeu na final.

Na copa do Brasil foi desclassificado pelo ABC, ou CSA, ou CSN, CSKA, CBN, CDF, sei lá, já na segunda fase. Aí, tem a chance no Campeonato Brasileiro. E, mais uma vez, nada.

A equipe está exatamente no meio da tabela. 11º lugar; 45 pontos; 11 vitórias, 12 empates, 11 derrotas; 50 gols a favor, 51 contra; quase 50% de aproveitamento. Uma chatice.

Os mais otimistas vão dizer que, pelo menos, o time não está na zona de rebaixamento. Mas eu digo que preferiria que estivesse. Porque assim, teria para quê torcer. Torceria contra o rebaixamento. Aí, no último jogo do campeonato, um golzinho salvador no último minuto tiraria o time da série B por saldo de gols. Assim como aconteceu na classficação para a semi-final do campeonato pauliste este ano, contra a Ponte Preta.

Se eu fosse torcedor do Fluminense, estaria sofrendo, torcendo para o time não cair. Se fosse torcedor do São Paulo, Palmeiras ou Atlético Mineiro, estaria torcendo para ser campeão. Se fosse torcedor do Vasco, estaria hoje feliz pela volta do time à elite. Se fosse do São Raimundo, estaria comemorando também o título da Série D. Bem ou mal, estaria torcendo por alguma coisa.

Um santista hoje torce para o quê?

Tem o time feminino. Mas até lá, a diferença técnica é tão grande que também não tem graça. O time venceu a Libertadores da América só com vitórias. Fez um milhão de gols e não tomou nenhum.

Resta então torcer para Internacional, Goiás e até Avaí.

Hoje o Santos está na zona de classificação para a Copa Sulamericana, porque venceu o Náutico ontem. Mas o próximo jogo é contra o Inter em Porto Alegre. A derrota é certa. Assim, o time volta praquela regiãozinha da tabela que não cai pra segunda divisão e nem classfica pra nada. É aquela região sem graça. De times sem graça.

Sem graça como água de batata.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Borromeu e o macarrão

Hoje é dia 4 de novembro. Dia de duas pessoas muito especiais. A primeira, é um grande amigo meu, o Júnior, que é seminarista e mora em Campo Grande. A outra é um santo meio desconhecido, mas que, de uns tempos para cá, chamou minha atenção.

Por isso, publico aqui uma entrevista que eu fiz com o próprio santo. Este texto já foi publicado há algum tempo no blog do Grupo Querigma, do qual faço parte na minha cidade. Veja, é muito bacana.


Quando o Lima mostrou a ladainha pra gente, a Sandra cantou "São Carlos Bartolomeu". E a gente "Rogai por nós". Mas o Lima veio e corrigiu: "Não é São Carlos Bartolomeu, é São Carlos BORROMEU!".

São Carlos o quê?

Daquele momento em diante, toda vez que a Sandra cantava essa parte da ladainha, ninguém agüentava e dava risada. "São Carlos Borro... kkkkkk". Mas fazer o que... o nome é engraçado mesmo. Até propus que o nome do grupo fosse São Carlos Borromeu, mas não colou.

Hoje eu, Danilo, tive a honra de fazer uma entrevista com este nobre santo. Não posso revelar onde foi, mas quando cheguei, ele estava comendo um prato de macarrão. Em vez de eu fazer as perguntas, foi ele quem começou:

Servido?

Não. Obrigado.
Por que meu nome causa tanto motivo de risos no grupo de vocês?

Porque é engraçado.
O que tem de engraçado em Borromeu?

(comecei a rir) Nada, é que é estranho. Não é dos mais bonitos. Com todo o respeito, nem sabia eu de vossa existência. Muito menos com esse nome.

E engolindo uma garfada, respondeu cordialmente:

Pois é. Borromeu é por parte de pai. Meu pai era um conde chamado Gilberto Borromeo, com "o". Passado para a sua língua, fica "u" no final (ri baixinho, mas ele não ouviu). Minha mãe se chamava Margarete de Medici.

Bem que tu poderias chamar-te São Carlos de Medici, não é?
É verdade, ficaria mais bonito. Mas a tradição era colocar no filho o sobrenome do pai. E se fosse "de Medici", vocês nem me reparariam na ladainha, você não ficaria curioso e não estaria fazendo esta entrevista agora. Talvez eu nem estivesse na ladainha, porque a melodia não ficaria legal.

Vejo que és muito sábio.
Modéstia a parte, sou sim. Tive boa formação na Itália, onde nasci. Aos 21 anos já era doutor em lei civil e canônica.

Onde nascestes?
Em 2 de outubro de 1538 em Arona. E morri em 1584 em Milão.

Orando antes da refeição

É verdade que eras sobrinho do papa Pio IV?
É sim. Inclusive, logo depois que me formei, meu tio... quero dizer... o papa me nomeou secretário de Estado e, mais tarde, administrador de Milão.

Mas isso não é nepotismo?
Nepotismo? O que é isso?

Ah, deixa pra lá. Mas conta mais. Como foi o Concílio de Trento? Teves um papel importante lá?
Bem lembrado. O concílio estava suspenso desde 1552. Mas eu falei um monte na cabeça do meu tio... quero dizer... do sume sacerdote, e ele resolvou reconvocar. Daí, eu aproveitei e participei da reforma. Escrevei decretos, tomei decisões. Um monte de coisa.

Fostes ordenado padre?
Fui. Mas não sem antes recusar o título de conde, quando meu pai morreu. E só exerci a função de padre quando o Concílio de Trento aprovou o novo catecismo, o breviário e o missal escritos por mim mesmo.

Porque é que todos os santos que conheço tiveram histórias com o povo pobre e o senhor não? Ficastes apenas no alto escalão da igreja?
Não, claro que não. Quando uma severa seca assolou a região em que eu morava, eu conseguiu alimentar cerca de 3 mil pessoas durante três meses, com a ajuda de amigos. Em 1576 um praga devastou Milão e todo mundo ficou doente. Eu cuidava pessoalmente das pessoas nas ruas.

Ele tinha um narizão

Quando tornastes santo?
Fui canonizado em 1610. Meu dia é o 4 de novembro. Lembre-se de mim hein.

E limpou o canto da boca, sujo de molho de tomate.

Qual a sua função?
Sou invocado contra as pragas e doenças. Mas não adianta só ficar me invocando. Tem de ir ao médico também. Sou santo, mas paciência tem limite.

Sabe como curar a gripe suína?
Ainda não tenho a vacina.

És pouco conhecido...
É verdade. Por causa de São Pedro, Santo Antonio, São João e mais alguns aí, as pessoas não me conhecem muito. Mas por um lado é bom, porque me dá menos trabalho. Outro dia eu visitei Santo Antonio e o coitado estava ficando zureta de tanto pedido de casamento. Não conseguimos nem conversar. Assim, livre, eu posso até comer o meu macarrão. Quer um pouco?

Não obrigado. Gostaria apenas de pedir desculpas pelas risadas quando soubemos de vosso nome. São sabíamos que eras tão importante.
Não se preocupe, eu não ligo. Há outro piores como Danilo Lemos Felipe (nome-verbo-nome), Sandra Valéria, Elizaiana Tonha, Jahn Pierre, Ogomar...

E soltou uma gostosa risada. Cheia de macarrão.

domingo, 4 de outubro de 2009

Sem criatividade

Ultimamente estou sem criatividade para escrever posts legais. Por isso, peço desculpas aos meus milhões de leitores pela falta de postagens. Mas prometo que ela vai voltar.

É que de repente ela dá uns apagões e eu me torno uma pessoa meio sem graça. Acho que estou trabalhando demais. Ai ai!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Uma bela canção (4)

Essa música eu vi uma vez num programa do Marcon Mion, na Band, há muito tempo. Ele tirava sarro de alguns clipes bem ruins. Essa música, além de bem ruim, tem um clipe muito tosco também.

Secretária (Assédio Sexual)
Amado Batista


Ela chega tão meiga e tão bela,
Puxa as cortinas e abre a janela,
Sempre com a mesma delicadeza,

E depois na sua sala ao lado,
Atende o telefone, anota os recados,
E coloca sobre minha mesa,

Está sempre muito sorridente,
Trata bem todos os meus clientes,
Para ela não é sacrifício,
Porém meu coração não quer entender,
O que ela faz com tanto prazer,
É um dever do seu ofício,

Secretária, que trabalha o dia inteiro comigo,
Estou correndo um grande perigo,
De ir parar num tribunal,

Secretária, às vezes penso em falar contigo,
Mas tenho medo de ser confundido,
Por um assédio sexual.


E de brinde, vai também a canção "Amor perfeito", a música mais triste da história da... música. E de brinde com o brinde, uma bela dança das mocinhas do programa.

O melhor de tudo é o "...tenho medo de ser confundido,
Por um assédio sexual".

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Tooooooooooooooooma

(A matéria foi retirado do portal Bonde)

Em plena escola de governo, reunião realizada semanalmente em Curitiba com o secretariado do Estado, o governador Roberto Requião foi repreendido.

Ao término do encontro, o governador fez uma piada. Perguntou se haveria toque retal gratuito durante a Semana de Saúde do Homem, que ocorre entre os dias 22 e 27 deste mês. Representantes da Associação Latino-Americana de Uro-Oncologia estavam na escolinha.

O secretário de saúde Gilberto Martin fez uso da palavra e condenou a fala do governador. “Peço que sejam evitados este tipo de comentário. Eles não colaboram para conscientizar os homens da importância do exame. Ninguém tem a masculinidade atingida ao proteger sua saúde”, disse. Martin foi aplaudido pelo público.


Bemeducado e corajoso, Gilberto Martin correu sério risco de tomar um belo coice. Mas já valeu.

Toooooooooooooooooooooooooma, Requião.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Mal Secreto



Enfim terminei de ler "Inveja - Mal Secreto", do Zuenir Ventura. Alguns posts atrás disse que havia lido 110 páginas e que não estava gostando. Li as outras 150, ainda na esperança de que o Zuenir ainda me conquistasse.

Pois é... não deu. Não sei se eu é que sou duro na queda, ou se eu não gostei mesmo no livro. Fato é que eu não entendi o sentido dele. Sabe quando uma história não tem um enfoque? Fica difícil até de comentar.

Eu disse história, mas na verdade não há uma história. É como se fosse os bastidores de um livro sobre inveja. Ele faz muita pesquisa, descobre algumas coisas, mas nada de sensacional. Tem uma personagem principal, a Katia, que não merecia um livro para ela. É uma história comum.

O autor passa quase a metade do livro falando de um cisto na bexiga. Eu até achei que depois ele descobriria que o cisto era fruto da inveja de alguém, ou qualquer coisa relacionada ao tema do livro. Pois não era. Ficou uma coisa vaga na obra. De repente ele diz que não era nada grave e que começaria então a escrever o livro. Então por que falou do cisto? O que era então aquele cisto? Encheção de linguiça?

É claro que ele não é de todo ruim. Até melhora, e muito, no final. Tem capítulos curtos, que é algo que eu levo muito em consideração. Tem linguagem simples e é dinâmico. O escritor é um dos maiores e melhores jornalistas do Brasil. E no final há uma revelação bem legal.

Ele ouve várias histórias sobre inveja, entrevista trocentas pessoas, viaja para trocentos lugares e descobre trocentas coisas. Mas aquele cisto, assim como é algo indesejável e intruso dentro do corpo, para mim foi algo indesejável e intruso no meio do livro. Isso me incomodou bastante. Porque todo tumor incomoda.

Mas eu não gosto de leituras que se arrastam e dão sono. Acho que ele enrolou demais. Para a história ficar dinâmica, eu mesmo o resumiria em umas 100 páginas só tirando os excessos. Não quero dizer aqui: "Não leia o livro, porque é ruim". Cada um tem uma opinião e eu posso estar enganado. Mas não foi o melhor que eu já li.

Ou é isso, ou eu não entendi nada mesmo.

Uma bela canção (3)

Esta eu ouvi semana passada no programa Sr. Brasil, na TV Cultura, interpretada pelo Rolando Bondrin. Mas ela é da dupla Alvarenga & Ranchinho.

No programa, o apresentador disse que, quando perguntaram ao Ranchinho o que ele queria que colocassem em sua lápide, ele respondeu algo assim: "Aqui jaz Ranchinho, que cantou tanto a caveira que acabou virando uma delas" (claro, tudo perfeitamente rimado).

A música é um clássico e a letra é muito engraçada.

Romance de Uma Caveira
Alvarenga e Ranchinho
Composição: Alvarenga / Ranchinho / Flavio Salles

Eram duas caveiras que se amavam
E à meia-noite se encontravam
Pelo cemitério os dois passeavam
E juras de amor então trocavam.

Sentados os dois em riba da lousa fria
A caveira apaixonada assim dizia
Que pelo caveiro de amor morria
E ele de amores por ela vivia.

Ao longe uma coruja cantava alegre
Ao ver os dois caveiros assim felizes
E quando os dois se davam beijos funebres
A coruja batendo as asas, pedia bis

Mas um dia chegou de pé junto
Um cadáver novo de um defunto
E a caveira pr'ele se apaixonou
E o caveiro antigo abandonou.

O caveiro tomou uma bebedeira
E matou-se de um modo romanesco
Por causa dessa ingrata caveira
Que trocou ele por um defunto fresco.



Obrigado à minha madrinha Lourdes pela dica.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Uma bela canção (2)

Esta postagem é em homenagem ao meu avô. Foi ele quem cantou essa música quando eu a ouvi pela primeira vez. Achei a letra incrível. De verdade.

Menina da Aldeia
Lourenço & Lourival

Te conheci criança,
Quando você morava na aldeia,
Você era uma menina feia,
De chinelinho nos pés,
Sempre despenteada,
Saia rasgada nas cadeiras,
O dia inteiro abanando a peneira, na colheita do café.

Te encontro agora, completamente diferente,
Tão bonita e atraente, um encanto de mulher,
Queria tanto ser o seu primeiro namorado,
Seu marido apaixonado, cheio de amor e fé.

(Refrão)
Menina da Aldeia...
Ai quem me dera se eu pudesse agora,
Voltar de novo ao tempinho da escola,
E com você novamente estudar.
Menina da Aldeia...
Lembro me ainda como se fosse agora,
Eu no caminho lhe te tomava a sacola,
Só pra ver você chorar.

Quem diria que você iria ficar tão bonita?
Não usa mais o vestido de chita,
Nem a sandalia de amarrar,
Ficou moderna agora,
Lindas curvas na cintura,
Parece mesmo uma escultura,
Delicada no andar.

O tempo transformou aquela menina feia,
Num corpinho de sereia,
Um encanto de mulher,
Queria tanto ser o seu primeiro namorado,
Seu marido apaixonado, cheio de amor e fé.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Inquietações de mim

(Copiando descaradamente a ideia do blog do meu amigo e ex-professor Reinaldo Zanardi)

"Se o Barrichello vencer o mundial da Fórmula 1 este ano, aí sim não vou duvidar de mais nada. Nada mesmo. Absolutamente nada. Nadinha."